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sábado, 21 de maio de 2016

MOCIDADE E MORTE - CASTRO ALVES - Atividades referentes ao poema

MOCIDADE E MORTE
E perto avisto o porto
Imenso, nebuloso e sempre noite
Chamado - Eternidade-
(Laurindo)
Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate.
(Dante)
Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
- Árabe errante, vou dormir à tarde
A sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.
Morrer... quando este mundo é um paraíso,
E a alma um cisne de douradas plumas:
Não! o seio da amante é um lago virgem...
Quero boiar à tona das espumas.
Vem! formosa mulher - camélia pálida,
Que banharam de pranto as alvoradas,
Minh'alma é a borboleta, que espaneja
O pó das asas lúcidas, douradas ...
E a mesma voz repete-me terrível,
Com gargalhar sarcástico: - impossível!
Eu sinto em mim o borbulhar do gênio,
Vejo além um futuro radiante:
Avante! - brada-me o talento n'alma
E o eco ao longe me repete - avante! –
O futuro... o futuro... no seu seio...
Entre louros e bênçãos dorme a glória!
Após - um nome do universo n’alma,
Um nome escrito no Panteon da história.
E a mesma voz repete funerária:
Teu Panteon - a pedra mortuária!
Morrer - é ver extinto dentre as névoas
O fanal, que nos guia na tormenta:
Condenado - escutar dobres de sino,
- Voz da morte, que a morte lhe lamenta –
Ai! morrer - é trocar astros por círios,
Leito macio por esquife imundo,
Trocar os beijos da mulher - no visco
Da larva errante no sepulcro fundo,
Ver tudo findo... só na lousa um nome,
Que o viandante a perpassar consome.
E eu sei que vou morrer... dentro em meu peito
Um mal terrível me devora a vida:
Triste Ahasverus, que no fim da estrada,
Só tem Por braços uma cruz erguida.
Sou o cipreste, qu'inda mesmo florido,
Sombra de morte no ramal encerra!
Vivo - que vaga sobre o chão da morte,
Morto - entre os vivos a vagar na terra.
Do sepulcro escutando triste grito
Sempre, sempre bradando-me: maldito! ~
E eu morro, ó Deus! na aurora da existência,
Quando a sede e o desejo em nós palpita..
Levei aos lábios o dourado pomo,
Mordi no fruto podre do Asfaltita.
No triclínio da vida - novo Tântalo
O vinho do viver ante mim passa...
Sou dos convivas da legenda Hebraica,
O estilete de Deus quebra-me a taça.
É que até minha sombra é inexorável,
Morrer! morrer! soluça-me implacável.
Adeus, pálida amante dos meus sonhos!
Adeus, vida! Adeus, glória! amor! anelos!
Escuta, minha irmã, cuidosa enxuga
Os prantos de meu pai nos teus cabelos.
Fora louco esperar! fria rajada
Sinto que do viver me extingue a lampa...
Resta-me agora por futuro - a terra,
Por glória - nada, por amor - a campa.
Adeus... arrasta-me uma voz sombria,
Já me foge a razão na noite fria! ...
CASTRO ALVES

01.  Assinale a alternativa correta em relação ao poema Mocidade e Morte, de Castro Alves:
A)   A figura da mulher aparece, no poema, como fruto da imaginação do eu-lírico. Trata-se de uma virgem idealizada, inalcançável, expressando, assim, a frustração amorosa do eu-lírico.
B)  A valorização de elementos da natureza, presente nos trechos “Na flor silvestre, que embalsama os ares”, “A sombra fresca da palmeira erguida”, confere ao poema características que o identificam às propostas estéticas da 3ª Geração Romântica.
C)   O poema é percorrido, inicialmente, por um tom otimista, expressando o desejo de viver do eu-lírico e ao final perpassa um tom mais pessimista, com um eu-lírico conformado com a morte.
D)   O poema se constitui, principalmente, da descrição de cenas em ambientes noturnos. Esse artifício, privilegiado pelos poetas românticos, contribui para o estabelecimento de uma atmosfera de sonho.
E)   O poema se organiza a partir do conformismo do eu-lírico diante da morte, refletindo, assim, o pensamento proposto pelos poetas românticos da 3ª Geração Romântica.

02.  Os versos “Oh! eu quero viver, beber perfumes / Na flor silvestre, que embalsama os ares; / Ver minh'alma adejar pelo infinito, / Qual branca vela n'amplidão dos mares. / No seio da mulher há tanto aroma... / Nos seus beijos de fogo há tanta vida...” refletem que desejo do eu-lírico?

03.  “Mas uma voz responde-me sombria: Terás o sono sob a lájea fria”. Qual a função desses versos no poema?

04.  A mulher, nos poemas de Castro Alves, já não é tão inacessível como nos demais poemas românticos. A figura feminina é vista de maneira mais concreta e sensual. Aponte no texto os versos que confirmem essa visão mais real que o poeta possui da mulher.

05.  Leia os versos a seguir:
“Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro”.
LEMBRANÇA DE MORRER – ÁLVARES DE AZEVEDO

“Ai! Morrer – é trocar astros por círios,
Leito macio por esquife imundo,
Trocar os beijos da mulher – no visco
Da larva errante no sepulcro fundo,
Ver tudo findo…”
MOCIDADE E MORTE – CASTRO ALVES

Comparando os dois fragmentos, podemos afirmar que:
A)  No primeiro, ao utilizar-se de comparações, é conferido ao tema Morte o mesmo sentido dado pelo eu-lírico no 2º fragmento.
B)   No segundo, manifesta-se o desejo pela morte, tal como no primeiro fragmento.
C)   No primeiro, o eu-lírico concebe à vida características ligadas ao que é bom e belo.
D)  No segundo, o eu-lírico expressa seus desejos acerca dos seus últimos momentos de vida.
E)  No primeiro, o eu-lírico vê a morte como um alívio diante dos sofrimentos que a vida traz.

06.  Em determinado momento, no poema, o eu-lírico revela que, apesar de tamanha vontade de viver, sabe da proximidade da morte. Indique a passagem do texto que faz essa revelação.

07.  Nos versos “E eu morro, ó Deus! Na aurora da existência, / Quando a sede e o desejo em nós palpita…”, o eu-lírico expressa:
A)   A certeza de que a morte virá no momento em que a juventude atingiu o seu auge.
B)   A conformidade com a única certeza que o ser humano possui: a morte.
C)   A preocupação com o seu estado físico, defendendo o cuidado com a vida.
D)   O cuidado que todos devemos ter para protelar a chegada da morte.
E)   O modo como todos devemos enxergar a vida: como algo passageiro.

08.  ANTÔNIO FREDERICO DE CASTRO ALVES (Curralinho, hoje Castro Alves, Bahia, 1847 – Salvador, 1871). Filho de um médico. Fez os estudos secundários no Ginásio Baiano, dirigido por Abílio César Borges. Entrou no Curso de Direito em Recife, onde já começava a campanha liberal-abolicionista, de que seria um dos primeiros líderes, junto a Tobias Barreto. Apaixona-se pela atriz Eugênia Câmara para quem escreve o drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, levado à cena em Salvador, quando já o poeta se encaminhava para S. Paulo a fim de continuar os estudos. Chegando em 1868, une-se ao melhor da juventude acadêmica nessa fase de ruptura com os aspectos mais rançosos da política imperial.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira, São Paulo: Cultrix, 1999.

Considerando seus conhecimentos acerca dos gêneros textuais, o texto citado aborda:
A)  A apresentação da vida de uma personalidade, organizada, sobretudo, pela tipologia narrativa, apresentando também o contexto histórico no qual tal personalidade estava inserida.
B) Explicações da vida de um renomado escritor, constituídas de tese, argumentos e conclusão, demonstrando, assim, uma estrutura argumentativa.
C) Fatos realistas e fatos ficcionais relacionados à vida de um renomado escritor romântico, destacando a presença de opiniões relativas à vida desse escritor.
D)  Questionamentos sobre os posicionamentos políticos de uma personalidade literária, enfatizando suas ideologias, sem preocupar-se com a ordem cronológica dos fatos.
E) Questões polêmicas e fatos diversos da vida de uma personalidade histórica, ressaltando, principalmente, sua vida amorosa, empregando uma linguagem subjetiva e metafórica.

GABARITO
01.  C
02.  Refletem o desejo de viver do eu-lírico.
03.  Estabelecem, no poema, um tom de pessimismo diante do grande otimismo do eu-lírico.
04.  “No seio da mulher há tanto aroma… / Nos seus beijos de fogo há tanta vida…”
05.  E
06.  “E eu sei que vou morrer… dentro em meu peito / Um mal terrível me devora a vida.”
07.  A
08.  A


segunda-feira, 16 de maio de 2016

ÚLTIMO BEIJO DE AMOR DO LIVRO NOITE NA TAVERNA DE ÁLVARES DE AZEVEDO - Atividades referentes ao conto

Último beijo de amor. (Álvares de Azevedo)
Well Juliet! I shall lie witc thee to night! Shakespeare. Romeu e Julieta.
A noite ia alta: a orgia findara. Os convivas dormiam repletos, nas trevas.
Uma luz raiou súbito pelas fisgas da porta. A porta abriu-se. Entrou uma mulher vestida de negro. Era pálida, e a luz de uma lanterna, que trazia erguida na mão, se derramava macilenta nas faces dela e dava lhe um brilho singular aos olhos. Talvez que um dia fosse uma beleza típica, uma dessas imagens que fazem descorar de volúpia nos sonhos de mancebo. Mas agora com sua tez lívida, seus olhos acesos, seus lábios roxos, suas mãos de mármore, e a roupagem escura e gotejante da chuva, disséreis antes—o anjo perdido da loucura.
A mulher curvou-se: com a lanterna na mão procurava uma por uma entre essas faces dormidas um rosto conhecido.
Quando a luz bateu em Arnold, ajoelhou-se. Quis dar-lhe um beijo, alongou os lábios... Mas uma ideia a susteve. Ergueu-se. Quando chegou a Johann, que dormia, um riso embranqueceu-lhe os beiços: o olhar tornou-se-lhe sombrio.
Abaixou-se junto dele, depôs a lâmpada no chão. O lume baço da lanterna dando nas roupas dela espalhava sombra sobre Johann. A fronte da mulher pendeu e sua mão passou na garganta dele. Um soluço rouco e sufocado ofegou daí. A desconhecida levantou-se. Tremia; e ao segurar na lanterna ressoou-lhe na mão um ferro... Era um punhal... Atirou-o no chão. Viu que tinha as mãos vermelhas—enxugou-as nos longos cabelos de Johann...
Voltou a Arnold; sacudiu-o.
—Acorda e levanta-te!
—Que me queres?
—Olha-me: não me conheces?
—Tu! e não é um sonho? És tu! oh! deixa que eu te aperte ainda! Cinco anos sem ver-te! Cinco anos! E como mudaste!
—Sim: já não sou bela como há cinco anos! É verdade, meu loiro amante! É que a flor de beleza é como todas as flores. Alentai-as ao orvalho da virgindade, ao vento da pureza, e serão belas... Revolvei-as no lodo... e, como os frutos que caem e mergulham nas águas do mar, cobrem-se de um invólucro impuro e salobre! Outrora era Geórgia, a virgem, mas hoje é Geórgia, a prostituta!
—Meu Deus! Meu Deus!
 E o moço sumiu a fronte nas mãos.
—Não me amaldiçoes, não!
 —Oh! deixa que me lembre: estes cinco anos que passaram foram um sonho. Aquele homem do bilhar, o duelo à queima-roupa, meu acordar num hospital, essa vida devassa onde me lançou a desesperação, isto é um sonho! Oh! Lembremo-nos do passado! Quando o inverno escurece o céu, cerremos os olhos; pobres andorinhas moribundas! Lembremo-nos da primavera!...
—Tuas palavras me doem... É um adeus, é um beijo de adeus e separação que venho pedir-te. Na terra nosso leito seria impuro, o mundo manchou nossos corpos. O amor do libertino e da prostituta! Satan riria de nós. E no céu, quando o túmulo nos lavar em seu banho, que se levantara nossa manhã de amor. . .
—Oh! Ver-te e para deixar-te ainda uma vez! E não pensaste, Geórgia, que me fora melhor ter morrido devorado pelos cães na rua deserta, onde me levantaram cheio de sangue? Que fora-te melhor assassinar-me no dormir do ébrio, do que apontar-me a estrela errante da ventura e apagar-me a do céu? Não pensaste que, após cinco anos, cinco anos de febre e de insônias, de esperar e desesperar, de vida por ti, de saudades e agonia, fora o inferno ver-te para deixar-te?
—Compaixão, Arnold! É preciso que esse adeus seja longo como a vida. Vês, minha sina é negra: nas minhas lembranças há uma nódoa torpe... Hoje! É o leito venal... Amanhã!... só espero no leito do túmulo! Arnold! Arnold!
—Não me chames Arnold! Chama-me Artur como dantes. Artur! Não ouves? Chama-me assim! Há tanto tempo que não ouço me chamarem por esse nome! ... Eu era um louco! Quis afogar meus pensamentos e vaguei pelas cidades e pelas montanhas deixando em toda a parte lágrimas… nas cavernas solitárias, nos campos silenciosos, e nas mesas molhadas de vinho! Vem, Geórgia! Senta-te aqui, senta-te nos meus joelhos—bem conchegada a meu coração. . . tua cabeça no meu ombro! Vem! Um beijo! Quero sentir ainda uma vez o perfume que respirava outrora nos teus lábios. Respire-o eu e morra depois!... Cinco anos! Oh! Tanto tempo a esperar-te, a desejar uma hora no teu seio! Depois... escuta... tenho tanto a dizer-te! Tantas lágrimas a derramar no teu colo! Vem! E dir-te-ei toda a minha história! Minhas ilusões de amante e as noites malditas da crápula, e o tédio que me inspiravam aqueles beiços frios das vendidas que me beijavam! Vem! Contar-te-ei tudo isso, dir-te-ei como profanei minha alma e meu passado… e choraremos juntos… e nossas lágrimas nos lavarão como a chuva lava as folhas do lodo!
—Obrigada, Artur! Obrigada!
A mulher sufocava-se nas lágrimas, e o mancebo murmurava entre beijos palavras de amor.
—Escuta, Artur, eu vinha só dizer-te adeus! Da borda do meu túmulo; e depois contente fecharia eu mesma a porta dele... Artur, eu vou morrer!
Ambos choravam.
—Agora vê - continuou ela. Acompanha-me: vês aquele homem?
Arnold tomou a lanterna.
—Johann! morto! Sangue de Deus! Quem o matou?
—Geórgia. Era ele um infame. Foi ele quem deixou por morto um mancebo a quem esbofeteara numa casa de jogo. Geórgia a prostituta vingou nele Geórgia, a virgem. Esse homem foi quem a desonrou! Desonrou-a... a ela que era sua irmã!!
—Horror! Horror!
E o moço virou a cara e cobriu-a com as mãos.
A mulher ajoelhou-se a seus pés.
—E agora adeus! Adeus que morro! Não vês que fico lívida, que meus olhos se empanam e tremo... e desfaleço?
—Não! Eu não partirei. Se eu vivesse amanha haveria uma lembrança horrível em meu passado...
—E não tens medo? Olha! É a morte que vem! É a vida que crepuscula em minha fronte. Não vês esse arrepio entre minhas sobrancelhas? . . .
—E que me importa o sonho da morte? Meu porvir amanha seria terrível; e à cabeça apodrecida do cadáver não ressoam lembranças; seus lábios gruda-os a morte; a campa e silenciosa. Morrerei!
A mulher recuava... recuava. O moço tomou-a nos braços, pregou os lábios nos dela… Ela deu um grito, c caiu-lhe das mãos Era horrível de ver-se. O moço tomou o punhal, fechou os olhos, apertou-o no peito, e caiu sobre ela. Dois gemidos sufocaram-se no estrondo do baque de um corpo...
A lâmpada apagou-se.
NOITE NA TAVERNA - ÁLVARES DE AZEVEDO


01.  Como o narrador descreve a mulher que acaba de entrar na Taverna?
02.  A mulher entra na Taverna e procura por alguém com a ajuda de uma lanterna. Encontrou Arnold e Johann. Como a mulher reagiu ao encontrá-los?
03.  Destaque do texto a passagem em que Giorgia, a mulher misteriosa, mata Johann.
04.  Percebe-se que o conto “Último beijo de amor” é a sequência dos acontecimentos ocorridos no conto anterior “Johann”. Desse modo, explique o que aconteceu com Arthur após o duelo com Johann.
05.  O retorno ao passado, característica do Romantismo, é visto no conto através de que artifício?
06.  “A mulher recuava… recuava. O moço tomou-a nos braços, pregou os lábios nos dela… ela deu um grito, e caiu-lhe das mãos. Era horrível de ver-se. O moço tomou o punhal, fechou os olhos, apertou-o no peito, e caiu sobre ela. Dois gemidos sufocaram-se no estrondo do baque de um corpo…”
Intertextualidade é a relação que se estabelece entre dois textos quando um deles faz referência a elementos existentes no outro. Desse modo, indique com que texto da Literatura Universal a passagem acima dialoga?

GABARITO
01.  Tez lívida, olhos acesos, lábios roxos, mãos de mármore e a roupagem escura e gotejante da chuva.
02.  Ao encontrar Arnold, a mulher ajoelhou-se e quis beijá-lo, porém não o fez. Quando chegou a Johann, que dormia, um riso embranqueceu-lhe os beiços: o olhar tornou-se-lhe sombrio.
03.  “Abaixou-se junto dele, depôs a lâmpada no chão. O lume baço da lanterna dando nas roupas dela espalhava sombra sobre Johann. A fronte da mulher pendeu e sua mão passou na garganta dele. Um soluço rouco e sufocado ofegou daí. A desconhecida levantou-se. Tremia; e ao segurar na lanterna ressoou-lhe na mão um ferro... Era um punhal... Atirou-o no chão. Viu que tinha as mãos vermelhas—enxugou-as nos longos cabelos de Johann...”
04.  Arthur não morre no duelo com Johann. Ele fora levado a um hospital e logo após sai vagando pelas ruas a espera de sua amada.
05.  O uso do flash-back.
06.  Romeu e Julieta.